• Brasil recebeu bastante chuva em outubro.
  • Mas o nível dos reservatórios permanece preocupantemente baixos, especialmente com o La Niña parecendo mais provável.
  • A possibilidade de um outro ciclo hidrológico desfavorável para o ano de 2022 requer atenção.

Os reservatórios do Brasil permanecem baixos, apesar das fortes chuvas de outubro

  • Um período de seca vem afetando o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas desde 2016.
  • A seca afeta a operação das usinas hidrelétricas, responsáveis por 63,8% da capacidade elétrica brasileira, muitas dessas usinas estão localizadas nas regiões Sudeste e Sul.
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  • Recentemente, o mercado está se sentindo mais positivo com o aumento das chuvas em outubro.
  • No entanto, os níveis dos reservatórios permanecem baixos.
  • Além disso, os déficits de precipitação observados nos últimos 5 anos têm levado o solo a ficar cada vez mais seco.
  • Devido às condições do solo, é necessário de um volume maior de chuvas para reabastecer os reservatórios de água aos níveis de segurança energética.

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  • Segundo as últimas atualizações apresentadas pelo NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), há 87% de probabilidade de ocorrer uma La Niña de dezembro até fevereiro de 2022.
  • fenômeno traz incertezas sobre o volume de chuvas esperadas para o período úmido brasileiro (de novembro a abril).
  • desta forma, as chuvas que seriam normais a este período podem ser insuficientes para o reestabelecimento dos níveis de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas.
  • Vamos analisar como o La Niña pode impactar a geração de energia elétrica no Brasil.

Influência da La Niña na região Sul

  • O fenômeno La Niña enfatiza a tendência de estiagem no Sul.
  • É provável que, assim como visto no La Niña de 2016/17, os níveis de reservatórios da região sejam afetados negativamente pela falta de chuva.
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  • A redução da precipitação aumenta a incidência de céus mais abertos e maior luminosidade.
  • Naturalmente, pensamos que a capacidade de geração solar da região possa ser favorecida.
  • Mas infelizmente, a capacidade instalada de energia solar no Sul ainda é pequena, apenas 9MW.

Influência da La Niña na Região Nordeste e Norte

  • Para Norte e Nordeste, os efeitos do fenômeno La Niña são os opostos do Sul.
  • É esperado um aumento de chuvas na região e com isso, a geração hidrelétrica pode ser beneficiada assim como em 2016/17.
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  • A felicidade é apenas momentânea, já que apesar da possibilidade do aumento dos níveis de reservatórios no Nordeste o impacto é negativo para as usinas eólicas da região.
  • Atualmente, o Nordeste é a região com a maior geração por fonte eólica no Brasil e espera-se uma redução da produção uma vez que La Niña reduz a velocidade dos ventos no Nordeste.
  • Além disso, o aumento dos níveis de precipitação da região pode reduzir a capacidade de geração das fontes solares.

Influência da La Niña Região Sudeste e Centro oeste

  • Os efeitos nas regiões centrais do Brasil são difíceis de prever, uma vez que se encontra na área de transição.
  • Essas regiões ficam sujeitas a intensidade que irá ocorrer La Niña.
  • Entretanto, a alta probabilidade de ocorrência de uma La Niña serve de alerta para secas no Sudeste do país – semelhante ao que ocorreu em 2020.

Desafios Do Setor Elétrico Em 2022

  • O armazenamento baixo no sistema hidrelétrico está elevando a geração térmica de energia. E isso se reflete no preço pago pelo consumidor.
  • Com o contínuo avanço da vacinação e a retomada das atividades econômicas, estamos vendo o crescimento do consumo de energia
  • Mesmo com o início das chuvas no período previsto, a possibilidade de outro ciclo hidrológico desfavorável no ano de 2022 requer atenção.
  • Ainda não podemos descartar a possibilidade de um déficit de abastecimento, ou o não atendimento à demanda total ou parcial por energia.
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  • Em decorrência do uso contínuo de termoelétricas neste ano, a disponibilidade das termelétricas em 2022 deverá ser reduzida devido à necessidade de paralisações para manutenção.
  • Além disso, o cronograma das obras fiscalizadas pela ANEEL indica atrasos na entrada em operação de novas plantas de geração para o ano que vem.
  • Assim, a queda no preço de energia elétrica parece improvável em 2022.

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