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Pontos Principais
O mercado cash de açúcar dos EUA permaneceu tranquilo, com preços inalterados. A ampla oferta global e o consumo mais fraco reduziram a urgência de ampliar a cobertura, mantendo a atividade de compra limitada e diminuindo o papel do Colóquio Internacional de Adoçantes na promoção de vendas em grande volume. As importações a preços baixos e a forte produção doméstica estão pressionando os produtores e o sentimento.
Ampla Oferta Mantém Tranquilo o Mercado Cash de Açúcar
O mercado cash de açúcar manteve um ritmo lento esta semana, com preços inalterados.

Um processador observou que a comunicação com os compradores deixou muito a desejar no início do ano, embora o engajamento tenha melhorado desde então. Ainda assim, a maior parte das compras ocorreu em pequenas quantidades, e não em grandes volumes. Especulou-se inicialmente que os consumidores poderiam estar aguardando o Colóquio Internacional de Adoçantes do mês seguinte para ampliar os contratos, mas diversas fontes do setor refutaram essa hipótese, afirmando que os fatores que impulsionaram as vendas em grande volume em edições anteriores do Colóquio não se aplicavam mais este ano.
Nos anos imediatamente posteriores à pandemia de COVID-19, o Colóquio parecia ser o evento onde os participantes do mercado reservavam grande parte de suas necessidades anuais. Naquela época, porém, o mercado estava sofrendo com a intensa demanda decorrente de compras por pânico, com os consumidores correndo para estocar alimentos não perecíveis. Além disso, a oferta de açúcar disponível aos consumidores estava ameaçada pela baixa produção tanto nos EUA quanto no México, devido a dois anos consecutivos de condições climáticas severas que prejudicaram as safras em ambos os países.
Entretanto, a dinâmica atual de oferta e demanda parece ter sofrido uma inversão de 180 graus. Há ampla oferta de açúcar em todo o mundo, enquanto o consumo vem diminuindo constantemente. Além disso, muitos consumidores de açúcar — especialmente os de grande escala — já possuíam cobertura suficiente, mesmo que as necessidades previstas de açúcar para o ano não estivessem totalmente atendidas. Uma fonte do setor explicou que aqueles que garantiram todas as suas necessidades no Colóquio nos últimos dois anos provavelmente superestimaram a demanda e subestimaram a oferta, resultando em reservas excessivas e, consequentemente, em preços abusivos pelo açúcar.

Concorrência das Importações e Forte Oferta Reduzem a Demanda
Outro fator que afeta as vendas domésticas de açúcar é o fluxo contínuo de importações de açúcar de cana a preços baixos. Os fornecedores domésticos não parecem preocupados, já que os preços do açúcar de cana dos EUA permaneceram inalterados e dificilmente sofrerão alterações até que os fornecedores sejam obrigados a movimentar seus estoques.
A perspectiva de importações consistentes de açúcar para os EUA, combinada com a expectativa de queda na demanda, tem pesado bastante sobre os produtores de cana-de-açúcar. Discussões sobre a redução da área de plantio para a safra de 2026 — e até mesmo fechamento de usinas — ficaram evidentes.
Entretanto, a produção doméstica manteve um ritmo constante, ainda que não excelente. As usinas de processamento continuaram a apresentar bom desempenho e o teor de açúcar em algumas safras de beterraba ficaram acima da média, confirmando que é improvável que haja escassez de açúcar este ano.

O mercado de adoçantes de milho permaneceu estável, com as refinarias focadas na produção e distribuição do produto. Assim como no caso do açúcar, um tom pessimista persistiu no mercado de adoçantes de milho, já que os mesmos fatores que afetaram a demanda por açúcar também impactaram os adoçantes de milho.