Pontos principais 

  • O cálculo para preço de energia no Brasil possui vínculo direto com a projeção de chuvas e os níveis de reservatórios das usinas hidrelétricas.
  • A mudança do parâmetro de definição de risco foi adiada.
  • Com isso, os preços do mercado futuro de energia devem abaixar, mas o preço pago pelo consumidor deve permanecer elevado no curto/médio prazo.

 

O que impacta o preço da energia elétrica? 

  • As principais variáveis que impactam o cálculo do preço de energias são as projeções de chuvas e os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas,
  • O cálculo também leva em consideração a demanda de energia, disponibilidade de operação das termelétricas e os limites de intercâmbios de energia entre regiões.
  • O mercado de energia conta com um parâmetro de aversão ao risco, conhecido como CVaR.
  • O CVar tem o papel de medir os riscos de suprimento e guiar o modelo na decisão da melhor operação do sistema, sem comprometer o suprimento atual e futuro.

 O sistema elétrico e a crise hídrica 

  • O cenário de secas vivido pelo Brasil é crítico.
  • Como uma das formas para conter a crise hídrica, mudanças dos parâmetros que definem o preço de energia estavam em discussão.
  • Ou seja, a pretensão era alterar os parâmetros do CVaR para tornar o modelo de preço mais sensíveis à risco
  • O mercado apostava na mudança, tanto que os preços futuros já estavam sendo precificados levando em conta a alteração.
  • Entretanto, para a surpresa de todos, o governo voltou atrás na decisão e decidiu manter os parâmetros vigentes.
  • Com isso, é esperado um recuo dos preços de energia do ano 2022 em diante.
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Contudo, é provável que os preços de energia permanecerão elevados 

  • Os baixos níveis de água nos reservatórios estão elevando a geração térmica de energia. E isso se reflete no preço pago pelo consumidor.
  • Para a redução dos preços seria necessário queda do consumo ou uma recuperação do comportamento das chuvas (leia-se oferta mais barata).
  • Entretanto, esses dois pontos para a redução parecem improváveis no momento.
  • Com o avanço da vacinação e a gradual retomada da atividade econômica, é esperado o crescimento do consumo de energia
  • E as chuvas estão previstas para acontecer a partir do mês de novembro, quando começa o período úmido no Centro-Sul Brasil (CS).

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