Pontos principais

  • A crise hídrica continua sem dar trégua.
  • Os reservatórios do Suldeste e Centro-Oeste devem chegar a 15.4% da sua capacidade em setembro.
  • Desta vez, uma nova bandeira tarifaria chamada de ‘escassez hídrica’ foi criada na tentativa de afastar falta de energia

 

Alguns motivos por trás do aumento de energia 

  • O aumento expressivo nas tarifas de energia é atribuído à severa crise hídrica que o país está passando
  • A previsão é que, ao fim de setembro, os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste estejam em 15,4% de sua capacidade.
  • ANEEL informou que os aumentos na bandeira tarifária nos últimos meses não serão suficientes para cobrir os custos elevados das usinas térmicas.
  • Atualmente, a conta que recebe recursos das bandeiras tarifárias encontra-se com um déficit de R$8 bilhões.
  • ONS informa que há a possibilidade de aumentar a geração de energia em 5,5 GW s a partir de setembro, esse aumento de geração seria proveniente das fontes térmicas, que encareceriam ainda mais o custo.

 O que é a nova bandeira tarifaria da escassez hídrica 

  • O agravamento da crise hídrica somado ao aumento do déficit das contas públicas e o aumento no consumo de energia, surge a necessidade de uma nova bandeira tarifaria.
  • Assim, o governo criou a “bandeira tarifária escassez hídrica” no dia 31 de agosto.
  • Essa nova bandeira já entrou em vigor no dia seguinte (1 de setembro).
  • O novo valor da taxa será R$ 14,20 pelo consumo de 100 quilowatt-hora (kWh). A diferença é notória se comparada ao valor anterior R$ 9,492 para o mesmo consumo, aumento de 49.6%.
  • Talvez seja um pouco abstrato imaginar quanto é 100 kWh, por isso montamos esta tabela

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  • A previsão é que esta nova bandeira vigore até o dia 30 de abril de 2022.
  • Mesmo com a nova tarifa, a ANEEL estima um déficit de R$ 5 bilhões.

 Um preço salgado, porém… quem economizar ganha desconto 

  • O ministro de Minas e Energia reforçou que esforços urgentes de redução de consumo serão necessários para afastar o risco de falta de energia.
  • E como incentivo, foi anunciado que um desconto de R$ 0,50 por kWh será dado para quem poupar de 10% a 20% do consumo de energia em relação ao ano passado.

 Relembrando: o que são as Bandeiras Tarifárias?  

O Sistema de Bandeiras Tarifárias é um sistema criado para dar transparência para o consumidor final sobre como está sendo a operação do SIN, sendo cobrado uma tarifa adicional na conta de luz do consumidor que depende do custo de geração de energia do sistema.

As bandeiras tarifárias se dividem em 4 faixas de acionamento:

  • Verde: Quando o sistema está com custo de geração baixo a bandeira tarifária é verde e não há cobrança adicional na conta de energia do consumidor
  • Amarela: Sinal de alerta. Significa que o custo de geração do sistema está elevado, então o interessante seria economizar energia reduzindo o consumo. Nesta faixa é cobrado um adicional de R$ 1,874 para o consumo 100 quilowatt-hora (kWh) consumido.
  • Vermelha Patamar 1: Condições de geração mais custosas. Nesta faixa é cobrado um adicional de R$ 3,971 para o consumo de 100 quilowatt-hora (kWh) consumido (acréscimo 2,1x maior que a faixa anterior).
  • Vermelha Patamar 2: Condições mais críticas de geração. Nesta faixa é cobrado um adicional de R$ R$ 9,492 para o consumo de 100 quilowatt-hora (kWh) consumido (acréscimo 2,4x maior que a faixa anterior e 5x maior que a Bandeira Amarela).

A energia fica mais cara porque o consumo de energia é elevado e superior à capacidade de geração do sistema. O Brasil é muito dependente de água, mas em cenários de escassez de água que estamos vivendo a energia precisa ser gerada com usinas térmicas que queimam combustíveis e poluentes.

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